17 março 2008

my own private idaho

flores colhidas com os lábios.
uma canção impossívelmente romântica a rasgar a noite.
poesia escrita a fogo e pele.
um estremecimento qualquer.
palavras inventadas, a sair do forno.
uma semântica livre.
liberdade sem perguntas.
um abraço inesperado.
um disco perdido.
um bilhete para a alegria.
uma canção eléctrica a ferver a meio da madrugada.
a pergunta certa.
não ter medo de mim.
entender que, às vezes, desapareço cá dentro, mas que volto sempre.
carácter.
bondade inabalável.
noites loucas, longas, largas, lentas, lânguidas, lábeis.
a aurora numa cidade nova.
café.
filmes como no meu tempo.
o sporting.
dignidade.
pele.
a praia no inverno.
a praia no verão, quando a tarde finda.
conduzir no alentejo, de janelas abertas e coração aceso.
jantares sem relógio.
design em sentido lato.
simplicidade primordial.
conversar conversar conversar.
laços de ternura.
as memórias do meu país afectivo.
sentido de família.
espírito(s) livre(s).
gentlemanship à inglesa.
elegância.
gestos largos.
'against all odds'.
generosidade.
amigos maiúsculos.
o ar frio da manhã contra o meu rosto.
actores secundários.
papel impresso.
fazer rádio em transe.
todas as músicas do mundo.
países por inventar.

os meus avós, a quem a criança que fui deveu tudo, a quem o rapaz-crisálida que ainda sou deve tudo, a quem o homem-borboleta que, se tiver sorte, um dia serei sempre deverá tudo.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ainda bem que voltaste, doce estranho.

segunda-feira, março 17, 2008 5:59:00 da tarde  
Anonymous vertigo said...

Oh,gostei tanto....

:)

terça-feira, março 18, 2008 12:44:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

5.59:
ainda bem que voltei de mim mesmo.
mas será que 'quem de si mesmo volta, de si próprio escapa?'

--

vertigo:
eu sabia ;-).


gi.

quarta-feira, março 19, 2008 3:54:00 da tarde  

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