03 março 2010



'a única liberdade que me resta é partir'

disse-me o senhor ruben a., escritor do século vinte português, através de uma fotobiografia organizada por um filho, esta manhã, enquanto esperava, numa espécie de consultório.

oráculo? quem sabe.

o que sei é que, entre publicações mais ou menos novo-ricas ou, ainda pior, eminentemente técnicas, foi aquele o livro que tropeçou em mim. aquele e não outro. e que, entre tantas palavras espalhadas por tantas páginas, foi aquela frase que se atravessou à frente dos olhos meus. aquela e não outra.

oráculo? quem sabe.

1 Comments:

Blogger JB said...

Tenho andado arredio, fruto de excessos de trabalho ou déficit de planeamento. Mas vim aqui hoje e li este post. Tem graça (não o 'resta-me partir', óbvio) mas o impacto que determinados títulos têm em nós. Quando a nossa vida é uma encruzilhada, ou a sentimos como um beco sem saída, ou lhe vislumbramos pouco menos que poucas saídas. Este embater em frases "oraculares" (existe?) é uma espécie de serendipismo - ou uma coincidência significativa, como diria o Jung.
Percebo a frase. Às vezes resta-nos partir. Uma boa viagem quando o meu amigo entender (ou puder) despedir-se desse cais das colunas.

quinta-feira, março 04, 2010 8:53:00 da manhã  

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